Odisseias em torno da lua

Domingo, Abril 30, 2006

Pó e mais pó

Já fez um ano que não "postava" nada neste eloquente sítio de odisseias deixadas ao abandono. O ulisses deve dar voltas na campa. eheh
De facto nem sei por onde começar.... Vejamos, não vou fazer uma retrospectiva do meu ultimo ano de existencia pois seria muito maçudo e entediante e nem sequer me apeteceria fazer tal coisa. Não me lembro do que comi antes de ontem quanto mais de tudo o que aconteceu neste ultimo ano. Ah e isto também não é uma blogonovela mas sim um blog que tem que manter um certo nivel. Sim eu sei que isso é questionável. Avante.
Nem sei porque comecei a escrever agora e porque raio até vim fazer "post" deste texto da chacha (chacha - vulgo porcaria, treta. Palavra frequentemente usada por um profº por quem nutro um sentimento muito nobre), mas basicamente não estou com sono nenhum e há várias semanas que faço tentativas de escrever alguma coisa de jeito.
Infelizmente as ultimas directas aliadas ao cansaço psicológico que já tenho no lombo devem ter estoirado as ultimas ligações entre os poucos neurónios que ainda restavam nesta cabeça outrora sã e despreocupada.
Até o meu velho conselheiro desapareceu, deve ter emigrado.
Sinto um vazio dentro de mim que até arrepia....estou permanentemente cansado sem fazer nada e nada me satisfaz. De Amargo a aZedo fazendo escala na Insensibilidade total, penso que estou no meu melhor sem dúvida!
O que se torna interessante no meio disto tudo é ser racional e analizar isto tudo de uma forma gelada, de onde, surge então a questão que me fascina: porque raio é que sempre que ficamos assim começamos a questionar tudo sobre a nossa vida??? Porque não me questiono noutras alturas, ou porque é que essas questões para além de nem se porem nem sequer causam qualquer tipo de desconforto.
Mas penso que isto deve ter muito a ver com o velho murphy: quando uma coisa está má, descansa, ainda vai ficar pior!
Será que a terra é redonda? Who cares!!!! Até podia ser hexagonal tanto me dava. Perguntas da treta no meio de outras que dão a volta ao miolo e nos deixam sem dormir. Nunca se chega a conclusão nenhuma, mas que se vira filósofo, ai isso sem dúvida. Mantenho a minha teoria de que as maiores obras da humanidade, tanto em música, letras, artes, e tantas outras coisas mais, foram todas produzidas quando os artistas estavam a atravessar algum vale muito sombrio, porque quando se está num estado normal não se consegue uma profundidade tão grande como se encontram nessas pérolas. Pena que não me saia nada de fantástico para adicionar a esse vasto leque de obras...
O pó instala-se na vida de uma pessoa em recantos que nem se dá conta. Ainda ontem apreciava no monitor do meu computador o facto de ver uns pixeis em movimento. No estado em que me encontro, alucinações são mais que muitas, até podia dizer que tinha visto vaquinhas a cantar ópera, mas fiquei impressionado com os pixéis dançarinos que depois de ver à lupa consegui perceber que eram uns bichos minusculos. Aliás mesmo na lupa so se percebia que era um pontinho que incrivelmente tinha ganho vida e entrava em movimento. Portanto aí temos, o pó acumula-se, ácaros nascem, crescem e vão ruminando tudo sem que vejamos nada. Quando uma pessoa se apercebe já nos devoraram as entranhas e só sobra a carcaça moribunda para cirandar por aí. Não é assim tão trágico não se preocupem meus caros leitores. Certifico aqui que isto tudo não é fruto de droga, tabaco ou bebida. Têm a minha palavra.
Que posso dizer mais? Que isto é um estado consistente da inconsistência? (Bonita esta hã? Mais não se podia esperar de um tipo que aparece um ano depois do meio do nevoeiro para falar de pó e de ácaros. Só faltava mesmo fazer uma publicidade ao aspirador da tvshop)
Tenho que pensar muito bem em limpar o pó a esta mente perdida nas trevas e com um "post" destes nem me atrevi a intitulá-lo de decima segunda odisseia porque este quebra todas as barreiras do normal e desde já peço desculpas a quem esperava ler umas coisas bonitas ou singelas numa eventual 12ª Odisseia. No entanto continua tudo a girar em torno da lua portanto nem vale a pena mudar o nome ao blog, e assim fica para a posteridade.
A vida é, ou tá muito complicada.....ando meio perdido e vou ver se durmo um pouco.

Quarta-feira, Abril 13, 2005

Décima Primeira Odisseia

Hoje deram-me um par de asas e voei…
Se ainda que muitas vezes possa ter-me imaginado no céu e, toda a vida um ser humano aspire o limite máximo da liberdade, a sensação de voar é algo nunca sentido antes.
Um peso nas costas preocupa-me, mas ao contrair os músculos apercebo-me de como estas largas plumas brancas se dominam.
Sempre receoso das alturas, a pouco e pouco elevo-me do chão. Subo aos céus, sem ter ainda consciência plena de tudo o que se está a passar.
Sinto o coração a palpitar cada vez mais rápido num compasso sem ritmo certo devido à respiração descontrolada.
Estaco no ar e olho em redor para baixo. A visão é “diferente”. Subitamente, perspectivas mudam de ângulo e ganham formas agradáveis e prazenteiras.
Unicamente com um metrónomo no peito a marcar um Allegro tendenciosamente Vivace encontro a minha cabeça vazia de conteúdo e apercebo-me que voo rumo ao Sul há já hora e meia.
De uma forma engraçada prendo-me com as imagens da paisagem a passar. Voo baixinho por entre as copas das árvores de forma a passar despercebido. A ideia de ser visto por alguém era inconcebível. O mundo teria atingido o apocalipse ao ser avistado um rapaz com um par de asas a voar com um sorriso idiota na face, pois garanto que alucinação não era e anjo muito menos.
Mas este tipo de voos tem pormenores excelentes como o paradoxo temporal criado no bater das asas. O tempo passa e não passa. Não parece sentir-se a sua passagem e diria que de mãos dadas comigo ele voava, provavelmente por todo o fascínio destas novas alturas, mas no entanto recusa-se a permanecer de mãos dadas e deixa-se atrasar causando-me angustia por nunca mais chegar ao meu destino.
Duas horas e meia passam e questões existenciais martelam a minha mente até então em transe profundo, só as aves podem voar. Eu não sou ave, logo…! Algo não bate certo… Ou não? Se voar é liberdade então porque não voamos todos?
3 horas de voo e estou ao rubro, faço um ultimo esforço e bato as asas cada vez com mais força. Ultrapasso um tecto de nuvens e sem parar continuo a subir cada vez com mais dificuldade pois o ar está rarefeito, sempre a olhar para ti continuo a subir com um sorriso mais rasgado ainda. Já só te vejo a ti, e como que chegando ao fim de uma corrida, o coração quer saltar para fora do peito. Bate arritmicamente até que salta directo para as tuas mãos onde o deixei estar em repouso.
As questões existenciais, joguei-as para trás das costas. O que foi feito delas não sei, o que é certo é que hoje deram-me um par de asas e voei.
Voei para ti!

Sábado, Janeiro 01, 2005

Décima Odisseia

Cores imensas iluminam o céu. "Flashes", risos, e barulhos enchem-nos os ouvidos.
É um novo ano. Assim recomeça mais um ciclo da vida num novo ano que à partida apenas desejamos que seja maravilhoso para todos nós.
Depois de tanta agitação sento-me na areia e mexo os dedos dos pés para sentir a areia a escorrer por entre os dedos.
Foi uma noite diferente em todos os aspectos!
Inclino-me para trás e cansado olho a direito para cima, procurando ver a estrelita que sempre me ilumina.
Mas algo de diferente se passa e não consigo precisar o quê. Como se o céu se movimentasse suavemente, poderia jurar que via as estrelas dançarem uma valsa lenta, mas muito alegre.
Harmonia reinava nesta noite misturada com uma grande bebedeira de sono.
Eis que as estrelas suspendem a sua dança e abrem caminho à passagem de uma estrela especial. Aquela que tanto brilha, desce dos céus e pára em frente a mim. No silêncio, a sua luz diz mais que mil palavras e sinto-me no céu. Confortável e com o coração quentinho eis que adormeço.
Acordo novamente, sem saber o que tinha acontecido olho o céu novamente mas......de facto aconteceu. A estrelinha já lá não está. Faz agora parte de mim deixando a sua luz espalhada por todo o lado onde esteja presente.
Fecho a janela e penso para comigo: "Feliz Ano Novo"

Quinta-feira, Dezembro 23, 2004

Nona Odisseia

É natal! Celebra-se mais uma vez o nascimento do menino.
É uma época de felicidade, de reconciliação, de paz e de tantas outras coisas.
Poderia dizer que adoro o natal, mas no fundo estaria a ser cínico...
Na verdade sinto-me nostálgico, melancólico e sentido...
O consumismo lidera as nossas vidas, e junto com ele, a hipocrisia de que metade do mundo morre à fome e nem sabem quando é o natal, quando o resto do ano ninguem quer saber se o mundo morre à fome ou não.
Entristece-me a perda do verdadeiro sentido das festas e de tudo o mais.
Deito-me na areia e penso na vida....sinto-me só. Fecho os olhos e acordo num bonito prado. A vista perde-se no horizonte verde. Tudo parece tão bonito. Procuro uma flor, mas no entanto escasseiam. Prado falacioso este, verdejante e brilhante mas vazio. Uma flor aqui e além, mas nada que me seduza. Umas espinhosas, outras sem cor, outras secas e mortas...
Aproximo-me do chão. Esta relva é na verdade erva daninha tão enraízada que já dificilmente crescerá alguma flor.
O outono da vida tudo secou para que o inverno traga o frio e o gelo que nos cobre.Insensivel e gelado só posso esperar que venha um sol suficiente quente para que derreta todo o gelo para que possa encontrar novamente o caminho e na esperança de que algures num bloco de gelo pequeno se conserve uma linda flor. Por ora, vagueio sem rumo numa planicie de gelo imensa, onde o sol nunca se põe, mas não aquece, onde não sei onde é o norte, nem o oeste, onde a luz é negra e o escuro branco,...
Enterro as mãos no gelo e nada mais sinto...

Quarta-feira, Dezembro 08, 2004

Oitava Odisseia

Como brilha!
Após um sono quase interminável acordo. Sinto a cabeça pesada e confusa.
Não sei o que aconteceu para dormir desta maneira…
Pego no caderno habitual de confissões e vejo que tinha adormecido já em Outubro para acordar em Dezembro… Uma pequena hibernação poderia dizer, ou talvez uma fuga. Decerto uma fuga. Sim!
Mas fuga do quê? Tenho que reler as minhas últimas notas antes de adormecer para ver o motivo de tamanho fardo… Podia ter seguido o conselho do velho ancião, mas desta vez tudo correu ao contrário. Fechei os olhos e entrei no vazio, uma luta interior de racionalismos, sentimentos, e “puff”! É tão mais fácil o vazio. Mas o grande Chronos está à espreita e não deixa de nos perseguir. Numa corrida apressada esgueiro-me em becos e ruelas para ver se o despisto, mas eis que uma voz bem familiar surge por trás e me diz: “de nada te serve o que fazes, Chronos nunca te deixará de perseguir, e tu nunca deixarás de fugir, no dia em que ele te apanhar, poderás olhar para trás como se a um filme assistisses pois terás sido apanhado pelo grande deus do tempo e a tua vida chegou ao fim do seu primeiro estágio”.
Páro como não poderia deixar de ser, teria que contra argumentar com o meu velho companheiro de psicoses, esse ser alienígena e misterioso que tinha sempre algo a opinar sobre os passos da minha vida.
Mas desta vez foi diferente, pois senti-me desamparado ao ver que não só ele tinha razão como me fazia sentir ainda mais no vazio.
Vazio, essa sensação tão inócua, sem sentido e propósito, causa uma indiferença vil e cruel na vida de todos.
A solução passa sempre por se sentir, racionalizar, discutir e sobretudo viver!
O vazio só existe com um propósito: ser preenchido!
As confusões permanecem, a clareza de espírito é ínfima, mas não é correndo à frente de Chronos que me vou iluminar.
Por mais que tente procurar a luz da razão e o dom sapiencial da existência, só me hei de sentir mais leve quando de tudo souber.
Mas ainda assim, o cansaço e confusão de pensamentos possui-me e insiste em direccionar-me para outro sono profundo esperando que quando acordar novamente daqui a um mês a realidade tenha mudado em torno de mim.
Antes de cair ainda abro a janela e digo para o vazio, na esperança vã de que Chronos ouça:
- Parei! Quando chegares estarei à tua espera.
Perscruto o resto do céu e a lua sorri-me, olho as estrelas e vejo mais uma vez a estrelinha a reluzir.
Como brilha! Desfaleço…

Quarta-feira, Outubro 13, 2004

Sétima Odisseia

" Nager dans les eaux troubles
Des lendemains
Attendre ici la fin
Flotter dans l'air trop lourd
Du presque rien
A qui tendre la main
Si je dois tomber de haut
Que ma chute soit lente
Je n'ai trouvé de repos
Que dans l'indifférence
Pourtant, je voudrais retrouver l'innocence
Mais rien n'a de sens, et rien ne va

Tout est chaos
A côté
Tous mes idéaux : des mots
Abîmés...Je cherche une âme, qui
Pourra m'aider
Je suis
D'une génération désenchantée
Désenchantée

Qui pourrait m'empêcher
De tout entendre
Quand la raison s'effondre
A quel sein se vouer
Qui peut prétendre
Nous bercer dans son ventre

Si la mort est un mystère
La vie n'a rien de tendre
Si le ciel a un enfer
Le ciel peut bien m'attendre
Dis-moi,
Dans ces vents contraires comment s'y prendre
Plus rien n'a de sens, plus rien ne va.

Tout est chaos
A côté
Tous mes idéaux : des mots
Abîmés...Je cherche une âme, qui
Pourra m'aider
Je suis
D'une génération désenchantée
Désenchantée "


Désenchantée, Kate Ryan




" Cendre de lune, petite bulle d'écume
Poussée par le vent, je brûle et je m'enrhume
Entre mes dunes reposent mes infortunes
C'est nue, que j'apprends la vertu

Je, je suis libertine
Je suis une catin
Je, je suis si fragile
Qu'on me tienne la main

Fendre la lune, baisers d'épine et de plume
Bercée par un petit vent, je déambule
La vie est triste comme un verre de grenadine
Aimer c'est pleurer quand on s'incline

Je, je suis libertine
Je suis une catin
Je, je suis si fragile
Qu'on me tienne la main

Quand sur ton corps, je m'endors
Je m'évapore, bébé tu dors et moi j'attends l'aurore
Quand de mes lèvres tu t'enlèves, un goût amer
Me rappelle que je suis au ciel

Cendre de lune, petite bulle d'écume
Perdue dans le vent, je brûle et je m'enrhume
Mon corps à peur, la peau mouillée, j'ai plus d'me
Papa, ils ont violé mon coeur

Je, je suis libertine
Je suis une catin
Je, je suis si fragile
Qu'on me tienne la main "


Libertine, Kate Ryan




Terça-feira, Outubro 12, 2004

Sexta Odisseia

Algo me perturba durante o sono. Abro os olhos, e à minha frente tenho o meu velho conselheiro.
Observo-o apenas com um ar de indiferença e de alguém que está demasiado cansado para articular qualquer palavra que seja.
Ele olha na minha direcção, mas é como se estivesse a olhar para o infinito. Talvez como alguém que reflecte no que vai dizer. Parece igualmente perturbado.
- Por onde começar… – diz ele em voz baixa – o céu é de facto algo de magnifico assim como as estrelas que nele brilham e tornam a escuridão algo de agradável e fascinante.
Tantas coisas neste mundo belas…, e no entanto, pouco se entende deste mesmo mundo.
“Falará ele da estrela que perturba?”, penso para comigo.
- Nem tudo o que parece é – continua ele.
Nem a beleza indiscutível das estrelas, nem os motivos pelos quais te deixas perturbar.
“Bingo” – Exclamo em pensamento ao acertar no palpite.
- Vivemos num mundo difícil e feito de ilusões. À distancia a que as estrelas estão todas parecem de facto pequenas e frágeis, poderíamos pegar nelas com a ponta dos dedos e movimentá-las no céu como se de uma brincadeira se tratasse. No entanto, elas são gigantes bolas de fogo. Fascinam, queimam, magoam e só nos apercebemos quando já é tarde demais.
A chama ardente que nos atrai pelo misto de tons fabulosos de amarelo a vermelho e laranja, hipnotiza, leva-nos a persegui-la pela grandiosidade que representa. A hipnose é tão grande que nos aproximamos até sentirmos que acabamos de cometer o maior erro das nossas vidas ao sentir a força com que a chama nos consome e queima. Voláteis como somos desfazemo-nos até as cinzas e de nada nos vale a experiência indirecta dos que nos dizem que o fogo queima. Como qualquer criança temos sempre que acender um fósforo e sentir a dor na pele para verificar que esta existe e não é algo inventado por terceiros para nos assustar.
Assim como as perturbações que muitas vezes sentimos e julgamos ser fruto do perigo, nem sempre estão relacionadas com a maçã proibida que nos leva ao fascínio ao mesmo tempo que nos consome, mas sim ao facto de perseguições da consciência. Passado mal ancorado, presente estranho e futuro incerto.
A experiência e o resultado de fósforos queimados sim, esses são os verdadeiros elementos de perturbação. Não o facto de não haver espaço para determinados acontecimentos, mas sim o facto de termos consciência de que não podem acontecer. Resta-nos eliminar o espaço possível de acontecimentos pois sabemos o que resulta dele. Essa sim, é a verdadeira razão da pesada carga que por vezes nos acompanha em cima dos ombros. Somos carrascos do nosso próprio destino. Somos obrigados a sacrificar a nossa vontade em troco de uma boa protecção.
Se não o formos, alguém será, apenas estaremos a prolongar o tempo em que ficamos encapuçados à espera do derradeiro momento em que tudo desaparece e o mundo desaba.
Temos sempre de parar, pensar, e fazer escolhas, a lua é igualmente bonita e não queima.
Alternativamente ao fascínio das chamas temos o mistério da face oculta.
Muitas serão sempre as odisseias que podemos viver em torno da lua. – E eis que o velho olha para a janela e desaparece.
“Carrascos do nosso próprio destino…… Esta frase ficou a ecoar dentro de mim.
Perturbante e verdadeiramente arrepiante não consigo deixar de pensar nesta frase. Não angustiado, mas revoltado com o facto de ir ao encontro com o que me recusava a aceitar.
Odisseias em torno duma lua bonita, mas sem brilho próprio?
Toda a luz que possui é na verdade reflectida sempre por uma grande estrela.
Assim nunca vai ser suficientemente quente para me apaziguar o espírito em dias de tormenta…”